Quebra no leite em pó, euforia na manteiga e queijo

Os preços internacionais do leite em pó desnatado não cessaram de descer desde Julho passado. Apesar disso, as cotações de Novembro situaram-se cerca de 80 por cento acima das correspondentes ao mesmo mês do ano passado, de acordo com o Milk Board do Reino Unido. Os preços do leite em pó inteiro também seguem a mesma tendência descendente.

Ao contrário, as cotações da manteiga e do queijo tendem a aumentar, com valores em Novembro que duplicam os registados há um ano atrás.

A limitada disponibilidade de produto na Oceânia, devido à seca, fazem com que sejam os Estados Unidos quem mais influencia os mercados actualmente. Desde o verão, os Estados Unidos viram aumentar os seus excedentes de leite em pó desnatado entre 3 e 4 por cento, devido ao aumento de produção entretanto verificado e a uma menor procura por parte do sector da alimentação animal.

Como consequência, os preços internos tenderam a descer e converteram os Estados Unidos no exportador líder no segmento do leite em pó desnatado. A procura mantém-se elevada na China, Sudeste Asiática e Médio Oriente. As cotizações do soro em pó nos EUA estabilizaram em Novembro depois das sucessivas quebras ocorridas entre Julho e Outubro, devido à baixa procura interna e às exportações.

A oferta de manteiga nos Estados Unidos está limitada, por um lado, pelos diferentes standards estabelecidos naquele país e, por outro, porque os Estados Unidos apenas emergiram como potencial exportador desde o início deste Outono. Os preços na Oceânia aumentaram pela depreciação do dólar norte-americano face às suas moedas nacionais e pelo impacto da redução da oferta na Austrália.

Produziu-se uma crescente procura de exportações comunitárias de manteiga e butteroil durante o primeiro semestre do corrente ano. Contudo, depois da redução a zero das restituições às exportações, a União Europeia deixou de ser um dos maiores operadores do mercado mundial.

Os preços dos queijos nos mercados internacionais também aumentaram pelo efeito da limitação da oferta na Oceânia, pela queda do dólar e pelo acordo comunitário de redução a zero das restituições (se bem que mais de 60 por cento das exportações de queijo efectuadas no primeiro semestre de 2007 não utilizaram restituições). Constatou-se, entretanto, o aumento da competitividade no queijo Cheddar dos EUA nos mercados internacionais.

Fonte: Anil

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