A APCV – Associação Portuguesa dos Produtores de Cerveja, no âmbito da “Semana Nacional da Cerveja, a decorrer entre os dias 8 e 14 de Maio, apresentou a sua posição face às questões da publicidade da cerveja sem álcool.
Afirma ser “crucial criar condições para que se afirme no mercado nacional” e defende que a publicidade a este tipo de bebida não venha a ser alvo de restrições legislativas.
Neste contexto, Alberto da Ponte, presidente da APCV, frisou que, numa altura em que o governo reconhece a importância de reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, designadamente por automobilistas, é importante que a cerveja sem álcool ganhe quota de mercado. Mas, para tal, as empresas cervejeiras têm de investir em comunicação e publicidade e de ver revogadas as intenções de aplicar à cerveja sem álcool a lei que regula a publicidade a bebidas alcoólicas.
A revisão ao Código da Publicidade que foi proposta prevê as restrições à publicidade aplicadas às bebidas alcoólicas – quer no horário televisivo, quer na presença em eventos desportivos, sejam alargadas também à cerveja sem álcool, nos casos em que a marca umbrella é a mesma para as variantes com álcool e sem álcool.
A APCV defende que a cerveja sem álcool não deverá ser equiparada às demais bebidas alcoólicas uma vez que não responde pelas mesmas características de perigosidade. Concretamente em relação à utilização de marcas umbrella, a APCV considera que o país não tem muitas marcas fortes e o sector cervejeiro nacional é, felizmente, uma excepção. O capital de imagem das marcas de cerveja portuguesa deve pois ser aproveitado, em vez de ser estrangulado. Por outro lado, as marcas umbrella, que já estão bem estabelecidas, facilitam que os consumidores habituais de cerveja e outras bebidas alcoólicas passem, em certas ocasiões, a optar pela cerveja sem álcool, é mais fácil fazê-lo com recurso a marcas que já estão bem estabelecidas.
A estes argumentos cresce que o lançamento no mercado português de cervejas sem álcool com marca umbrella, em 2005, foi o factor que permitiu uma taxa de crescimento anual de 53 % no consumo de cerveja sem álcool. Ou seja, a quota de mercado passou de 3% em 2004 para 4,6% em 2005.
Registe-se ainda que a contribuição do sector cervejeiro nacional em termos de produção e venda de cerveja está estimada em cerca de 1,5% do PIB nacional, ou seja, cerca de 1,5 mil milhões de Euros. Esta é uma das principais conclusões de um estudo encomendado por The Brewers of Europe à consultora internacional Ernst & Young.
Fonte: Portal Alimentar
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