Proteínas reponsáveis pela alergia ao leite de vaca podem ser reduzidas por fermentação

Investigadores da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, desenvolveram um processo de fermentação do leite com um mix de bactérias lácticas e uma estirpe de Streptococcus, que pode selectivamente reduzir a proteína responsável pela alergia ao leite de vaca. Os investigadores informaram que a fermentação de leite desnatado e de soro de leite com uma mistura um para um dessas bactérias pode reduzir a quantidade de beta-lactoglobulina, o principal alergénico no leite de vaca, em 90 por cento.

A pesquisa também pode ter implicações para toda a indústria alimentar, uma vez que o soro de leite e os ingredientes derivados do soro são extensivamente usados em toda uma série de produtos alimentares. O soro de leite contém uma série de outras proteínas, incluindo alfa-lactoalbumina, glicomacropeptídeo, albumina sérica, imuniglobulinas, lactoferrina e lactoperoxidase. Os investigadores referem no trabalho, que foi publicado no jornal Innovative Food Science & Emerging Technologies, que a redução do teor de beta-lactoglobulina dos produtos lácteos pode reduzir a resposta alérgica em até 90 por cento.

Segundo a principal responsável da investigação, Nicole Kleber, a beta-lactoglobulina é a principal proteína do soro de leite e é a única fracção presente no leite de vaca que não está presente no leite humano. Os investigadores testaram uma série de bactérias lácticas (Lactobacillus) independentemente e em combinação com a Streptococcus thermophilus, subespécie salivarus, no teor de beta-lactoglobulina do soro de leite e do leite em pó desnatado. Os investigadores reportaram que a antigenicidade (capacidade de induzir a resposta imune) da beta-lactoglobulina caiu significativamente com a maioria das bactérias avaliadas.

Kleber e seus colaboradores reportaram que a antigenicidade da beta-lactoglobulina no soro de leite foi reduzida em 70 por cento, enquanto no leite desnatado, a redução foi de mais de 90 por cento. Entretanto, os investigadores, refere o site Foodnavigator, alertaram que somente a antigenicidade da beta-lactoglobulina foi testada, enquanto a alergenicidade real dos produtos não foi, sendo necessários mais estudos para esclarecer isso.

Fonte: Anil

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