Um consórcio internacional, liderado por um investigador da Universidade de Lleida, Espanha, obteve, a partir do milho geneticamente modificado, uma molécula que actua contra o vírus da Sida e que pode constituir um tratamento tópico de aplicação vaginal.
Os investigadores conseguiram gerar em sementes de milho grandes quantidades da proteína 2G12, considerada “um dos anticorpos mais promissores” contra o VIH (vírus da imunodeficiência humana).
Este trabalho, divulgado no número desta semana da revista norte-americana PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences”), refere que o mesmo anticorpo do VIH pode também ser obtido em sementes de outras plantas.
A investigação refere ainda que “este sistema de produção da proteína pode fornecer um meio de fabricar um ingrediente microbicida a custos que permitirão a introdução e a produção do produto no mundo em desenvolvimento”.
Este trabalho, de carácter filantrópico, foi financiado pela União Europeia com 12 milhões de euros e contou com a participação de 39 grupos europeus de investigação. Entre os seus autores contam-se cientistas de Espanha, Alemanha, Áustria, Grécia e Reino Unido.
Fonte: Saúde na Internet
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