Os produtores transmontanos de castanha estão a prever quebras produtivas da ordem dos 40 a 60 por cento. Os soutos mais afectados da região são os que se localizam nos concelhos de Bragança e Vinhais.
Conforme avança o Jornal de Notícias, a causa do mau ano para o sector é a seca, mas ainda há esperança para a rentabilidade. É que a rarefacção de um produto causa o aumento do preço do mesmo, o que pode acabar por ser positivo para os produtores.
Mas Armando Bento, da Associação para o Desenvolvimento Agrícola e Rural da Terra Fria, ressalvou que essa situação seria mais viável se não fosse o fraco calibre da castanha, que pode «contribuir para que os consumidores tenham pouca apetência pelo fruto».
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro abarca um total de cerca de 16 mil explorações de castanhas, que ocupam 30 mil hectares e produzem 35 mil toneladas do fruto por ano. Contam-se ali três das quatro denominações de origem protegida: Terra Fria, Serra da Padrela e Soutos da Lapa. Representam 90 por cento da produção nacional.
A castanha movimenta, anualmente, valores da ordem dos 12,5 milhões de euros, o que faz do sector o mais rentável de Trás-os-Montes. É o único produto vegetal que a região consegue produzir, vender e exportar e que tem vindo a crescer.
O Instituto Nacional de Estatística publicou, ontem, as últimas previsões agrícolas, que não são tão pessimistas como os produtores. O organismo previu uma quebra na produção de castanha de 20 a 22 por cento em relação à média dos últimos cinco anos.
Fonte: JN
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