A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (APROLEP) defendeu que Portugal deve “bater-se” pela manutenção das quotas leiteiras e salientou a importância de a futura legislação impedir importações “escondidas”.
Em vésperas da reunião do Conselho Europeu de Agricultura e Pescas, que hoje vai analisar a situação do mercado de lacticínios e as conclusões do Grupo de alto nível sobre o leite, a APROLEP alerta, em comunicado, para a situação do sector. “Portugal, sendo um país periférico, com custos de produção acrescidos devido a condições naturais, deve bater-se pela continuação das quotas leiteiras”, defende a associação.
Para a APROLEP “nenhuma conclusão ou proposta do grupo de alto nível substitui com vantagem o actual regime de quotas leiteiras na tarefa de adequar a oferta à procura e manter a produção de leite em todos os países e regiões da União Europeia”.
A associação, que reúne produtores de leite de todo o país, diz ser “urgente reforçar o poder negocial do produtor de leite”, afirmando que “de nada servirão contratos escritos de compra e venda se o produtor permanecer o elo mais fraco da cadeia, entalado entre o baixo preço recebido da indústria e os altos custos de produção, nomeadamente os cereais para alimentação animal”.
A APROLEP afirma ainda ser “importante que a futura legislação impeça importações ‘escondidas’ que possam quebrar essa confiança” dos consumidores portugueses na qualidade do leite produzido em Portugal e pede ao Governo e aos órgãos de soberania para que tomem medidas para o sector, afirmando que “o desânimo, o endividamento e o encerramento de explorações leiteiras” está a aumentar.
Fonte: Anil
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