Estalou o verniz entre os produtores de Alvarinho dos concelhos de Monção e Melgaço. Em missiva recentemente enviada pela Câmara Municipal de Monção ao secretário de Estado adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Medeiros Vieira, o Executivo local afirma-se “descontente” com “notícias que se constam nos meios vitivinícolas”, que dão conta da alteração da designação da Sub-Região de Monção para Sub-Região de Melgaço-Monção.
De acordo com o documento, se tais notícias corresponderem à verdade, a autarquia monçanense manifesta, desde já, a sua “oposição” à proposta e defende que a organização da Região dos Vinhos Verdes “deve ser cada vez mais da responsabilidade dos agentes económicos da região”.
Ao sustentar que “a história nunca poderá ser alterada”, a missiva, da autoria do presidente da Câmara, José Emílio Moreira, refere que a sub-região inclui mais do que um concelho (no caso, o de Melgaço), a exemplo do que se passa com as sub-regiões de Braga, Amarante e Penafiel, assinalando que produtores e vinificadores do concelho “nunca foram consultados sobre o assunto”.
Acrescenta mesmo que os agentes económicos “manifestaram-se, por unanimidade, contra a alteração da designação”.
Sobre a questão, o presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, Manuel Pinheiro, sublinhou que a entidade a que preside “não tem posição sobre o assunto, encontrando-se à margem do processo”.
Aludindo à situação, asseverou “Tanto quanto sabemos, as duas autarquias enviaram comunicações à Secretaria de Estado, mas os pedidos eram divergentes”.
De facto, em Maio passado, a autarquia melgacense pediu à tutela que o nome da vila e concelho passasse a ser mencionado no rótulo oficial de denominação de origem do vinho Alvarinho, solicitação então vista pela raiana autarquia como “mais que justificada”.
Fonte: JN
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