A divulgação do potencial da maçã de Alcobaça é o objectivo do evento “O mundo da maçã”, que decorre entre quinta-feira e domingo, naquela cidade.
“Queremos dar a conhecer todas as funções da maçã, desde a gastronomia aos perfumes”, disse ontem à agência Lusa Luís Frutuoso, secretário-geral da Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça, a entidade organizadora em parceria com a Câmara Municipal.
As instalações do Mercoalcobaça vão transformar-se no mundo da maçã por quatro dias, “com um total de 40 empresas”, disse o dirigente. Além de promover e incentivar ao consumo, este evento pretende também “demonstrar a importância que esta fruta desempenha na nossa saúde, estando previsto um colóquio sobre a Maçã e a Saúde, na sexta-feira”, destacou Luís Frutuoso.
No programa de actividades, o mesmo responsável salienta também a reprodução de uma adiafa, no sábado, que é “uma festa, por norma oferecida pelos produtores aos trabalhadores, e que tradicionalmente é realizada no final de cada campanha da maçã”.
Complementarmente a este evento, nove restaurantes da região decidiram participar numa semana gastronómica – entre 24 e 30 de Outubro incluindo nas suas ementas diversas opções com a maçã de Alcobaça, que vão desde as entradas às sobremesas, passando pelos pratos principais.
Com Indicação Geográfica Protegida, desde 1992, a produção de “Maçã de Alcobaça” enquadra-se nos concelhos de Alcobaça, Nazaré, Porto de Mós, Caldas da Rainha e Óbidos, os quais possuem condições climatéricas adequadas às características da maçã, adiantou.
Contudo, “a primeira maçã certificada só surgiu em 2003, uma ano após a constituição da Associação de Produtores, disse Luís Frutuoso, esclarecendo tratar-se de um processo importante, uma vez que é um garante da “origem, de qualidade e segurança alimentar”.
“Num ano normal de produção, a região Oeste e Beira Litoral produz cerca de 100 mil toneladas de maçã, das quais cerca de 60 mil toneladas nos cinco concelhos da Indicação Geográfica Protegida”, disse Luís Frutuoso.
Deste valor, “a Associação de Produtores representa cerca de 50 por cento, cerca de 30 mil toneladas, as quais se pretende certificar este ano cerca de 20 por cento”, adiantou o dirigente.
“Nem toda a maçã pode ser certificada, uma vez que nem toda a produção obedece às normas de qualidade exigidas”, acrescentou.
Foi também a partir de 2003 “que os produtores resolveram apostar na marca comum Maçã de Alcobaça, em detrimento das suas marcas”, disse o dirigente, esclarecendo que “deverá ser um dos únicos sectores portugueses onde isto aconteceu”.
Esta maçã de marca é praticamente absorvida pelo mercado nacional, ainda que, segundo o mesmo responsável, já se registem exportações “para Inglaterra, Irlanda e Escócia”.
Fonte: Lusa
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