Os fabricantes de cereais de pequeno-almoço em Portugal disseram hoje que fornecem nas suas embalagens “informação nutricional, correcta e completa”, bem como “as doses diárias recomendadas”.
Em comunicado, a Associação Portuguesa de Produtores de Flocos de Cereais (AFLOC) reagiu desta forma a um artigo que a Associação Portuguesa dos Direitos do Consumidor (DECO) publica na edição de Outubro da revista Pro Teste, segundo o qual existe “demasiado açúcar” nos cereais de pequeno-almoço.
A DECO recomenda aos pais que “leiam a informação nutricional e escolham produtos com menos açúcar, gordura e sal”.
“Os cereais açucarados não devem ser a regra ao pequeno-almoço, mas a excepção. O pão, em especial o integral, é uma fonte de cereais mais saudável”, defende a associação dos direitos do consumidor.
Segundo a AFLOC, “os cereais de pequeno-almoço são uma importante fonte de hidratos de carbono, contêm fibras e fornecem 25 por cento da dose diária recomendada das principais vitaminas e minerais”.
“A dose diária de cereais de pequeno-almoço, recomendada pelos fabricantes e validada por médicos e nutricionistas, é de 30 gramas (seis colheres de sopa) por refeição e não as 100 gramas mencionadas no estudo da Consumers International”, em que a DECO participou.
A associação acrescenta que “os cereais de pequeno-almoço, porque são consumidos com leite, ajudam a aumentar o consumo deste alimento tão importante na alimentação de crianças, nomeadamente pelo aporte de cálcio que proporciona”.
“Os cereais de pequeno-almoço têm maior teor em fibra, vitaminas e minerais do que o pão de trigo branco, que normalmente não é consumido simples, mas sim com a adição de um ingrediente, que pode representar valores de açúcares, gorduras e sal mais elevados”, lê-se no comunicado.
Os fabricantes de cereais de pequeno-almoço em Portugal garantem ainda que “fornecem em todas as embalagens informação nutricional, correcta e completa, e as doses diárias recomendadas”.
Essa informação dá, de acordo com a AFLOC, “especial atenção para os produtos dirigidos às crianças”.
“A informação visa ajudar os consumidores a fazerem escolhas alimentares saudáveis e verdadeiramente informadas, de acordo com o seu estilo de vida”, lê-se no comunicado.
Fonte: Diário Digital
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