Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a produção mundial de cereais vai a caminho de um nível recorde com cerca de dois milhões de toneladas em 2007, o que corresponde a um aumento de 4,8 por cento em relação a 2006.
Este aumento do stock de cereais deve-se sobretudo ao desenvolvimento da indústria de biocombustíveis. Também os preços dos cereais têm subido de forma significativa nos últimos dois anos e a previsão para 2007-2008 não indica alterações, o que pode resultar num aumento de 25 por cento da factura das importações de cereais para os países de baixos rendimentos e défice alimentar.
O rápido crescimento da procura de etanol fabricado a partir de milho levou a um aumento da produção industrial durante 2007-2008 de nove por cento. Por outro lado, a colheita mundial de trigo diminuiu ligeiramente desde a última previsão da FAO, mas comparativamente ao ano anterior registou uma subida de 4 por cento.
O grupo de países de baixos rendimentos e défice alimentar espera igualar a produção de cereais do ano passado; no entanto, excluindo os principais produtores – a China e a Índia – a colheita será ligeiramente menor.
Nos países africanos, devido à seca que atinge esta área do globo, a produção vai reduzir. Contrariando este cenário está o Malawi, cuja colheita chegará para exportar.
Apesar do aumento de stock de cereais, 33 países enfrentam grandes dificuldades, entre eles a Bolívia que necessita de ajuda urgente devido à seca e inundações que afectaram a agricultura.
Na República Democrática da Coreia, a recuperação agrícola dos últimos anos não foi suficiente para evitar a ajuda de 400 mil toneladas de alimentos provenientes da Coreia do Sul, tal como na Somália Meridional onde a violência levou à fuga de milhares de refugiados provocando o abandono das zonas agrícolas.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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