A colheita de 2005 na região dos Vinhos Verdes deverá cair 15 por cento, para aproximadamente 68 milhões de litros, mas será uma vindima de “excelente qualidade”, segundo estimativas hoje avançadas pela comissão regional.
De acordo com a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), espera-se uma vindima “de grande qualidade, mas com menos vinhos do que as anteriores”.
“A vindima ficará aquém dos 80 milhões de litros do ano passado, mas mesmo assim, é certo que se vindimarão aproximadamente 100 mil toneladas de uva”, prevê a comissão.
Para a CVRVV, a ruptura de stocks ou a inflação do preço da uva são contudo questões que “não se colocam”, porque os stocks de vinho da região são ainda grandes (67 milhões de litros a 31 de Agosto).
Quanto às expectativas para uma vindima de qualidade, a comissão explica que a evolução da vinha ao longo do ano não foi marcada por geadas nem por especiais doenças e que o verão quente e seco foi favorável a esta região, que assim consegue uma “boa” e “equilibrada” maturação das chuvas antes das primeiras chuvas.
Com 35.000 viticultores numa área de aproximadamente 34.000 hectares, a região dos Vinhos Verdes é uma das maiores regiões vitícolas da Europa.
Relativamente às vendas de Vinho Verde, a CVRVV refere que os primeiros oito meses do ano demonstraram uma “forte competitividade na região”, com o volume total das vendas a aumentar, em termos homólogos, “ligeiramente” em 1,6 por cento para 37,7 milhões de litros.
O crescimento com mais expressão deu-se no Vinho Verde branco, que atingiu os 32 milhões de litros (mais 4,5 por cento relativamente a 2004).
O tinto, por sua vez, desceu cerca de cinco por cento, para 5,3 milhões de litros.
“Embora ainda não estejam disponíveis os dados da exportação, a CVRVV atribui este aumento de vendas sobretudo aos mercados externos, onde têm sido feitos grandes investimentos promocionais”, acrescenta.
Em Portugal, o Vinho Verde apostou este ano, com um investimento de 500.000 euros, numa campanha publicitária que se prolongará por toda a época desportiva.
A região produz vinho verde (vinho, aguardente, espumante e vinagre), vinho regional do Minho e vinho de mesa, que exporta para mais de 40 países, com destaque para a França, EUA, Alemanha e Angola.
Fonte: Lusa
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