A Adega Cooperativa de Vila Real, com mais de 1200 associados, está a “receber entre 10 a 15% mais de uvas em relação a 2004. Isso, ao contrário de todas as previsões, que apontavam para uma quebra na produção de vinho na região do Douro, que nalguns casos atingia os 20%”, avançou, ao JN, o director Jaime Borges.
O responsável pela adega explica que, “nos últimos dias da maturação, pouco antes das vindimas, choveu e o bago absorveu toda a humidade possível, num efeito tipo mata-borrão”. A reviravolta verificou-se sobretudo nas encostas do Tanha e no Baixo Corgo, onde choveu mais.
As previsões foram feitas tendo em conta a seca que se fez sentir ao longo de todo o ano agrícola. “No caso do Douro Superior, a quebra de produção deverá, no entanto, confirmar-se”, explica ainda Jaime Borges.
Também Fernando Pinto, presidente da Unidouro-União das Adegas do Douro e das Caves Vale do Rodo-Adegas do Douro, Régua, Armamar e Tabuaço, assume que “a quebra prevista não se veio a confirmar no Baixo Corgo”. No entanto, diz que “ainda é cedo para se falar de aumento da produção, porque ainda a vindima vai a meio”. Assume, ainda assim, que “a produção deverá atingir os níveis de anos anteriores, em termos médios”. Ambos os responsáveis, tal como outros têm já feito, salientam a “boa qualidade” deste ano. E acrescentam “Este vinho pode até considerar-se um vinho biológico. Por causa do calor, não houve pragas nem fungos (que se desenvolvem mais com temperaturas amenas e humidade), pelo que nem sequer foram tratadas com qualquer produto”.
Ermelinda Osório
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Um estudo da Ernst & Young chama a atenção para o facto de Portugal não estar no mapa de investimentos das empresas estrangeiras. Segundo a investigação, Portugal pode estar em risco de perder atractividade para países da Europa Ocidental com maior estabilidade de políticas económicas.Têxteis-lar
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Fonte: JN
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