Seis milhões de hectolitros de vinho é a produção esperada da próxima vindima, uma quebra de 20% face à campanha de 2004/2005. Mas o decréscimo na oferta não preocupa os responsáveis do sector, que esperam, pelo contrário, que ajude a escoar stocks e se traduza numa recuperação nos preços praticados no mercado. Os primeiros sinais já se estão a fazer-se sentir, com transacções a serem realizadas a valores razoavelmente acima da vindima do ano passado.
Embora as previsões agrícolas, a 31 de Agosto, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, apontem para “a vindima menos produtiva desde 1998”, o certo é que a chuva que entretanto se fez sentir depois disso veio tornar o panorama um pouco menos negro. Refira-se que o Douro, por exemplo, em Agosto previa quebras que podiam chegar a 40% face a 2004 e que agora não vão além dos 25%, diz Jorge Dias, do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto. Uma situação que, “dado os excedentes de anos anteriores, e a produção da região, não é nada preocupante”, sustenta. Quanto aos preços, garante que não é de esperar que subam para valores próximos dos 500 euros a pipa (no “Porto”) como em 2000 – “até porque nos últimos seis anos houve quatro com produções acima da média” -, mas admite que haja “algumas repercussões”. Nos vinhos Douro, em que os preços são bastante baixos e rondaram, em 2004, os 100 euros a pipa, há já negócios este ano a serem fechados acima dos 200 euros.
Já na Estremadura, onde se estima que a quebra de produção possa ser da ordem dos 26%, Carvalho Ghira, presidente da Comissão de Viticultura mostra-se confiante num ano de boa qualidade dos vinhos. Em função das transacções de uvas que já ocorreram, prevê que possa haver uma recuperação de preços de 10% a 15%. Uma coisa é certa “Nunca será uma valorização que compense a quebra na produção”. Na Bairrada, haverá menos 20% de vinho do que em 2004, mas José Pedro Corte Real lembra que o importante é a qualidade, e tudo indica que será da melhor.
Nos vinhos verdes a quebra será de 10% a 15% mas a região dispunha, a 31 de Agosto, de 67,7 milhões de litros de colheitas anteriores por vender. “Pode ser que ajude a subir os preços porque a verdade é que quando se paga 25 a 30 cêntimos por quilograma de uva o agricultor está a perder dinheiro”.
A única excepção é o Dão que espera um acréscimo de produção de 5%, ou seja, 40 milhões de litros no total. O preço, garante Calista Mouro, é de 25 cêntimos o quilo de uvas para as castas nobre, ou seja, “abaixo do custos produtivo”.
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Fonte: DN
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