Foi ontem assinada uma portaria conjunta do Ministério das Finanças e do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, que vem prorrogar, até 15 de Outubro, o prazo de vigência dos seguros de colheita de tomate. Esta portaria, que contou com a intervenção determinante do gabinete do Ministro da Agricultura, António Serrano, vem dar solução ao problema provocado pelas chuvas intensas deste inverno, que impediram que as plantações de tomate se realizassem no calendário normal.
Além dos seguros de colheita passarem a vigorar até 15 de Outubro, foi também incluído, na cobertura do seguro, o risco de chuvas persistentes. Desta forma, não subsiste qualquer razão que possa justificar uma diminuição das dimensões de produção e de quantidades de tomate contratadas pela indústria de transformação.
Até aqui, a indústria de transformação de tomate corria o risco de não conseguir, este ano, ter matéria-prima suficiente que lhe permitisse cumprir o normal calendário de produção, entre 1 de Agosto e 15 de Setembro. O inverno rigoroso que se fez sentir em Portugal obrigou os produtores de tomate a adiar as suas plantações.
Espera-se agora que, com a assinatura desta portaria, que os produtores de tomate façam as suas plantações entre final de Maio e Junho para poderem colher até final de Setembro, início de Outubro. Desta forma, a indústria de transformação moverá a sua janela de produção para o período entre 15 de Agosto a 15 de Outubro. Recorde-se que os produtores sempre estiveram de acordo com este calendário, mas só no caso de lhes ser estendido o período temporal coberto pelo seguro de colheita. O que agora é possível de acordo com a portaria do Ministério das Finanças.
Em circunstâncias normais, num Inverno com níveis de precipitação dentro dos parâmetros típicos para Portugal, os produtores já teriam o tomate a crescer nos campos e estariam prontos para realizar as suas colheitas entre os meses de Julho e Agosto, tendo plantado entre Março e Abril, meses que este ano se revelaram com grande instabilidade climatérica.
A manter-se, esta situação era susceptível de afectar economicamente um sector agro-industrial que factura 200 milhões de euros, que exporta 93 por cento da sua produção e que é responsável por 5500 postos de trabalho (directos e indirectos). Em Portugal existem seis empresas de transformação de tomate: Compal, Sugalidal, Sutol, Sopragol, Fitalagro e Toul.
Fonte: Agroportal
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