Produção de castanha reduz cerca de 50 por cento

A produção de castanha em Trás-os-Montes diminuiu este ano entre 50 a 60 por cento, devido às condições meteorológicas que se fizeram sentir ao longo de todo o ano agrícola.

A sua escassez está a aumentar o preço no produtor em relação ao ano passado, cerca de 40 a 70 cêntimos por quilo, um valor que varia em função da região produtora, da variedade, da qualidade e da altura da colheita.

Para um ano «fraco em quantidade», contribuiu a má polinização dos castanheiros, devido às temperaturas médias não terem atingido os «ideais 17 ou 18 graus centígrados», conforme disse ao Jornal de Notícias, Armando Bento da Associação de Desenvolvimento Agrícola de Trás-os-Montes.

A falta de chuva também está a reter a castanha dentro dos ouriços e atrasado a apanha, o que leva também à subida do preço, que no ano passado ao produtor transmontano oscilou entre os 50 cêntimos e 1,5 euros.

Este ano os valores subiram para um intervalo entre os 90 cêntimos e os 2,5 euros, com a castanha precoce e de melhor qualidade a custar em finais de Outubro, ao consumidor, três euros o quilo, um valor que situa-se actualmente abaixo dos dois euros.

As zonas transmontanas de maior produção são a serra da Padrela, com especial incidência em Carrazeda de Montenegro, concelho de Valpaços, e a chamada Terra Fria, com destaque para Bragança, Vinhais e Vimioso.

A região integra duas zonas de Denominação de Origem Protegida (DOP), das quatro existentes no país.

Fonte: Jornal de Notícias

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