Portugal vai aumentar a produção de azeite para 50 mil toneladas na actual campanha, contra 40 mil nos últimos anos, mas o preço baixou 30 por cento em 2008, tendência que poderá manter-se até 2010, segundo a Federação Nacional das Cooperativas de Olivicultores (FENAZEITES).
O presidente da FENAZEITES, Aníbal Martins, classificou a campanha 2008/09, que termina em Fevereiro, de «boa em termos de produção», realçando que inclui já os primeiros novos olivais.
Em relação à quebra do preço, em cerca de 30 por cento no último ano, Aníbal Martins disse que esta deveu-se à conjuntura de crise internacional, sendo que ultrapassar as descidas no mercado do azeite «está dependente da crise» e o presidente da federação estima que esta «não esteja resolvida antes de 2010».
A crise que se vive em todo o mundo levou à pressão de venda da parte dos lagares, além de as empresas distribuidoras, que compram o azeite, terem «dificuldade na obtenção de crédito bancário, deixando de ter produto em stock» acrescentou o responsável.
Em condições normais, os preços até deveriam subir pois a produção mundial não vai aumentar nesta campanha e, em alguns países, até vai diminuir, disse ainda Aníbal Martins.
A plantação de novos olivais ultrapassou os 30 mil hectares previstos no programa para o sector e terá atingido cerca de 50 mil hectares desde 2001, principalmente no Alentejo, o que Aníbal Martins estima representar investimentos de 250 milhões de euros.
Quando todos os olivais novos estiverem a produzir, a quantidade de azeite obtido vai atingir 80 ou 90 mil toneladas «passando o país a ser autosuficiente», segundo o presidente daquela entidade.
O mercado português de azeite é de 80 mil toneladas, das quais 20 mil se destinam a exportação e as restantes 60 mil a consumo interno, por isso Portugal necessita improtar azeite ou azeitonas, escreve a Lusa.
Fonte: Confagri
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