Primeiros casos de gripe das aves confirmados na Suíça

Os primeiros casos de gripe das aves foram confirmados hoje na Suíça, anunciou a porta-voz do Gabinete Veterinário Federal, Cathy Maret. De acordo com a responsável, ainda não foi determinado se as aves encontradas pelas autoridades suíças estão contaminadas com H5N1, a estirpe mais perigosa da doença.

Maret avançou que foram já enviadas amostras recolhidas para o Laboratório de Weybridge, no Reino Unido, para apurar se se trata do vírus altamente patogénico H5N1. Os resultados dos testes deverão ser divulgados no final da semana.

Pouco antes, o porta-voz do Governo suíço, Oswald Sigg, tinha anunciado que os resultados positivos à presença da doença foram obtidos durante análises em aves descobertas na região de Genebra (oeste) e em Stein-am-Rhein (norte). Segundo Sigg, uma das aves contaminadas é um pato selvagem.

A zona de Stein-am-Rhein está próxima da fronteira com a Alemanha, onde ontem foi confirmada a presença do H5N1 no cadáver de um pato selvagem. Zonas de protecção foram já accionadas no norte da Suíça após as informações chagadas da Alemanha.

Quanto à região de Genebra, esta é fronteiriça com o departamento francês de Ain, onde, também ontem, foi confirmada a existência do H5N1 numa exploração avícola, naquela que é a primeira contaminação numa exploração agrícola na União Europeia. Até aqui, os casos de gripe das aves foram confirmados em aves selvagens em oito Estados-membros da UE (França, Grécia, Itália, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, Áustria e Alemanha) e em vários países europeus como a Bulgária e a Croácia.

A Suíça conta com cerca de oito milhões de aves. As autoridades do país ordenaram o cativeiro de aves de criação na última segunda-feira, perante o risco iminente de contaminação de aves com o H5N1 através dos países vizinhos.

“É apenas uma questão de dias”, admitiu Hans Wyss, director do Gabinete Veterinário Federal, questionado pelo semanário “Le Matin dimanche”. O responsável pela saúde animal afirmou ainda que resta à Suíça preparar-se para “viver com a presença do vírus durante alguns anos, já que tudo indica ser difícil de erradicar nos países afectados pela gripe das aves”.

Por sua vez, o director do Gabinete Federal de Saúde Pública, Thomas Zeltner, estimou ao semanário “Sonntagsblick” que uma pandemia humana da gripe das aves poderá causar, no pior cenário, a “contaminação de dois milhões de pessoas” e à morte de 10 mil pessoas no país, que conta com 7,3 milhões de habitantes.

Fonte: Público

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