Preços lácteos de exportação mantêm-se

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços de exportação de produtos lácteos da Oceânia e da União Europeia, entre 15 a 23 de Novembro, apresentaram poucas variações face à quinzena anterior. Na Europa, os pequenos reajustamentos, porém, foram negativos, com excepção do soro em pó que aumentou 8,1%. Na Oceânia, todos os preços permaneceram praticamente estáveis.

Na União Europeia, o preço médio do leite em pó inteiro (3.625 dólares/tonelada) apresentou-se praticamente estável (-1%) em relação à quinzena anterior. O preço médio do leite em pó desnatado teve o mesmo comportamento (-0,9%), ficado em 2.812,5 dólares/tonelada. O valor médio do soro em pó ficou nos 1.000 dólares/tonelada, apresentando uma significativa subida de 8,1%, e o da manteiga foi de 5.125 dólares/tonelada, 2,1% menor que o da quinzena anterior.

O volume de leite nesse Outono (hemisfério norte) tem sido bem maior do que o dos últimos anos, segundo os processadores de leite. A produção da União Europeia em Setembro foi 4,5% superior ao mesmo período do ano passado, e as projecções de Outubro e Novembro devem seguir esse comportamento. Contudo, a produção acumulada no ano (entre Janeiro e Setembro) situa-se apenas 0,9% acima da de 2009.

Para a grande maioria dos produtos, os preços estão a manter-se ou a sofrer leves recuos. Processadores e traders indicam que existe uma forte procura por praticamente todos os produtos lácteos, mas o consenso é de que os preços chegaram próximos dos seus níveis máximos. A oferta está alta para todas as categorias, excepção da manteiga, em termos presentes e disponibilidade futura. Por essa razão alguns acreditam que um “relaxamento” dos preços seria uma boa opção para a comercialização dos produtos antes do período de férias.

Na Oceânia, o preço médio do leite em pó inteiro ficou nos 3.525 dólares/tonelada, apresentando-se praticamente estável (+0,7%) frente à quinzena anterior. Os valores médios do leite em pó desnatado e da manteiga ficaram em 3.050 e 4500 dólares/tonelada, respectivamente, permanecendo estáveis. O preço médio do queijo cheddar fechou a 4.200 dólares/tonelada, tendo uma leve subida de 1,2%.

A produção de leite na Oceânia está no seu pico. A oferta está nos níveis esperados por produtores e processadores e a tendência é que se mantenha nesse patamar por um período. Na Nova Zelândia, a campanha deste ano começou forte, depois sofreu um pouco em função de adversidades climatéricas, e agora têm sido observados novos aumentos. Assim que as condições climatéricas melhoraram, o volume de leite aumentou, mas, ainda assim, abaixo das previsões.

A produção na Nova Zelândia está 1,5% acima da última campanha, mas a expectativa é de que esse valor chega a 3-4% no final da campanha. Na Austrália, a oferta encontra-se praticamente estável. Produtores de ambos os países estão preocupados com altas temperaturas e baixas humidades no verão. Na Nova Zelândia já se discute possíveis implicações do La Niña, apontando para ventos mais fortes e seca.

Fonte: Anil

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