São cada vez mais procurados pelos portugueses, o que se explica por três razões fundamentais: são mais baratos, têm qualidade e estão à mão. Porém, nos primeiros seis meses do ano, o preço dos produtos brancos cresceu catorze pró cento, enquanto o custo dos restantes apenas aumentou quatro por cento.
Os dados constam de um estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca à sociedade de estudos de mercado TNS. Os preços das marcas brancas ou dos produtos próprios dos hipermercados e supermercados cresceram, nos primeiros seis meses de 2008, três vezes mais do que os restantes produtos, com insígnia própria.
Segundo dados da Centromarca, que através dos seus associados representam mais de 800 insígnias -, assentes num estudo da TNS (empresa que elabora estudos de mercado), o preço médio dos artigos das marcas brancas subiram 14 por cento que os restantes produtos, tradicionalmente mais caros, aumentaram 4 por cento, o que significa que a diferença de preço entre os produtos próprios dos hipermercados e os tradicionais é agora mais pequena do que no início do ano.
Numa pesquisa feita em vários supermercados é possível concluir que, em alguns artigos, a diferença de preços é diminuta, como é o caso do leite. Um pacote de um litro da marca Mimosa custa, actualmente 0,76 euros [??], enquanto o mesmo produto, com marca Continente, custa 0,62 euros. No início do ano, o preço deste produto situava-se entre os 50 e os 60 cêntimos por litro. E um conjunto de quatro iogurtes magro Mimosa custa 1,99 euros, apenas seis cêntimos mais do que um produto análogo de marca branca.
Duarte Raposo Magalhães, presidente da Centromarca, explicou que apesar da subida de preços dos produtos de marcas brancas, estes continuam “a não estar associados a objectivos de vendas. Há uma estratégia de canibalização por parte da distribuição em relação aos produtores”, argumenta Raposo Magalhães, já que estas empresas não têm de pagar para ter os seus próprios produtos nas prateleiras (o que acontece com as restantes marcas).
Em alguns casos, as semelhanças de rótulos visa precisamente confundir o consumidor. No entanto, estas empresas não arriscam uma acção judicial contra as cadeias de distribuição, pois estas representam 40 a 60 por cento das suas vendas no mercado, lembra.
O facto é que o consumo destes produtos entre os portugueses cresceu no primeiro semestre deste ano: segundo um estudo, também da TNS, as marcas próprias da distribuição atingiram, neste período, o maior valor de sempre, sendo responsáveis por 23,4 por cento do valor despendido pelos lares nacionais. Em 2006, o consumo destes produtos era de 18 por cento, acrescenta a pesquisa da empresa de estudos de mercado.
Marca Continente é a preferida
Segundo os últimos dados disponíveis da TNS, relativos a Maio deste ano, a marca própria do Continente é a preferida dos consumidores, com um quota de 20,4 por cento. Os produtos sob a insígnia do Pingo Doce estão em segundo lugar nas preferências dos portugueses, com 17,5 por cento. Em terceiro lugar ficou o Jumbo, do grupo Auchan, com 9 por cento das respostas, seguido de perto do Modelo/Modelo Bonjour, com 8,2 por cento. Em quinto lugar ficaram as marcas do Minipreço/Dia, com 6,6 por cento.
Fonte: Anil
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