No primeiro semestre deste ano, as marcas próprias das cadeias de distribuição custavam, em média, mais 14,1 por cento do que nos primeiros seis meses do ano passado. Já o aumento dos preços das marcas de produtor foi, em média, de 6,9 por cento segundo dados da consultora TNS.
Isto significa que os preços dos produtos de marca própria das empresas de distribuição aumentaram o dobro em relação à evolução dos preços dos artigos de produtores. Actualmente, “os preços de marca própria estão praticamente ao nível da marca de produtor, já não são assim tão mais baratos”, avançou ontem Duarte Raposo Magalhães, novo presidente da Centromarca, associação de empresas de produtos de marca.
O aumento das vendas da marca própria das cadeias de distribuição é fruto de um clima de crise económica internacional e também de uma “campanha de defesa da marca branca que se tem assistido nos últimos tempos”, sublinhou o presidente da Centromarca num encontro com jornalistas. Na verdade, e de acordo com dados da TNS, 23,4 por cento das compras de uma família já são produtos de marca da distribuição. Combater este fenómeno é uma das missões da associação que foi agora relançada.
Para voltar à ribalta, a Centromarca voltou a operacionalizar o código de boas práticas entre a CIP – Confederação da Indústria Portuguesa – da qual a Centromarca faz parte – e a APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), mas as conclusões das últimas reuniões “não foram exactamente o que queria ouvir”, admitiu Raposo Magalhães.
Em causa está a cópia de embalagens e rotulagens de produtos de marca. A Centromarca defende uma recomendação às cadeias de distribuição para diferenciarem os seus produtos.
Outro dos temas a levantar discórdia nas reuniões com a APED é a cobrança de taxas pelos grandes distribuidores. Os produtores queixam-se que o ‘fee’ cobrado pelas empresas para entrarem no seu parque de lojas aumentou com as duas operações de concentração que ocorreram no sector – Sonae comprou Carrefour e Jerónimo Martins comprou a operação Plus.
Além disso, “a venda imposta pela Concorrência dos três projectos `Auchan provocou um aumento do ´fee’ a pagar no Jumbo mas não diminuiu o ‘fee’ da Sonae pelo parque de lojas ter diminuido”, explica.
Fonte: Anil
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