Preço do arroz pode aumentar entre 34 a 58 por cento na próxima década

Uma das maiores variações de preços constatadas em 2008 foi no sector do arroz, devido às condições meteorológicas adversas que prejudicaram as colheitas do sudeste asiático, em especial na China e na Índia.

Os dois países asiáticos são líderes mundiais na produção e consumo daquele cereal, englobando cerca de 50 por cento do comércio, cuja volatilidade deve-se ao facto deste supor apenas sete por cento da produção, pela pequena dimensão do mercado.

Na próxima década, e de acordo com as previsões da última revisão das perspectivas dos mercados agrícolas publicadas pela Comissão Europeia, estima-se que a procura supere a produção, no entanto as tendências de consumo por habitante mostra uma descida na Ásia e um aumento em África.

As perspectivas de stocks são revistas em baixa, calculando-se uma descida de 14,5 por cento em 2017, pelo que os preços apontam para um acréscimo de cerca de 34 por cento nos próximos 10 anos, segundo as previsões da OCDE e da FAO, enquanto que a FAPRI avança com um aumento de 58 por cento.

Os cinco maiores exportadores mundiais, nomeadamente a Tailândia, o Vietname, a Índia, o Paquistão e os Estados Unidos, vão controlar cerca de 90 por cento do comércio de arroz até 2017, escreve o Agrodigital.

No topo da lista está a Tailândia, com 36 por cento, das exportações, seguida pelo Vietname, a Índia e os Estados Unidos vão perder a quota de mercado, com 14 e nove por cento respectivamente, em terceira e quarta posição e o Paquistão vai estar ser o quinto exportador do mundo, com 11 por cento.

Fonte: Agrodigital e Confagri

Veja também

Consumo de café aumenta resposta ao tratamento da hepatite C

Os pacientes com hepatite C avançada e com doença hepática crónica que receberam interferão peguilado …