A produção de carne de bovino na União Europeia (UE) poderá diminuir até oito milhões de toneladas em 2007, o que supõe uma redução de 0,3 por cento em relação ao ano anterior.
O motivo desta redução de rebanhos deve-se sobretudo ao aumento de preços da alimentação animal, com o número de abates de vitela a baixar em grande número de países da UE, devido, por um lado, à descida do consumo de carne de vaca em benefício da carne de aves e, por outro, ao extraordinário aumento do preço do leite em pó registado em 2007, de acordo com os dados avançados pelas Perspectivas dos Mercados Agrícolas na UE para 2007-2014, publicados pela Comissão Europeia (CE).
As importações reduziram cinco por cento em 2007, devido fundamentalmente à adesão da Bulgária e da Roménia, cujos envios não contam como saídas, enquanto que as exportações também continuam a descer como consequência dos preços altos do mercado doméstico e à concorrência de países terceiros.
A curto e médio prazo, vários factores vão ter um papel importante, tais como os elevados preços do leite, que reduz o abate de vacas leiteiras; a evolução da alimentação animal, dependente da colheita de cereais; e o surgimento de novas doenças de animais.
Os focos de língua azul no norte e centro da Europa, poderão também afectar a produção, tal como a decisão comunitária de Dezembro passado, que proíbe a importação europeia de carne procedente do Brasil.
A produção de vacas na UE dos 27 é provável que sofra uma descida até as 7,6 milhões de toneladas em 2014, o que conjectura uma redução de 438 mil toneladas em relação a 2007.
Está prevista também uma descida gradual do consumo a médio prazo, como reflexo dos preços altos da carne de vaca e uma menor preferência para este tipo de produto por parte dos novos países aderentes, ao contrário das importações, que poderão crescer e alcançarem as 743 mil toneladas em 2014.
Fonte: Agrodigital e Confragi
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