Portugueses são os que mais gastam na alimentação

Os portugueses são os que mais gastam em alimentação, ocupando o sexto lugar da tabela dos 25 membros da União Europeia (UE) e a liderar a lista quando comparado com ao quinze.

Em Portugal cerca de 18 por cento dos gastos domésticos são aplicados em alimentação e bebidas não alcoólicas, de acordo com um relatório da Confederação das Indústrias Alimentares da UE, que será apresentado hoje no congresso nacional do sector.

Segundo o documento, a média europeia dos gastos nestes produtos é de 12,4 por cento, sendo os países com mais poder de compra da Europa do Norte a desembolsarem menos em comida e bebidas.

Os Irlandeses ocupam o último lugar da lista, gastando apenas seis por cento do orçamento doméstico, enquanto que os Ingleses despendem cerca de oito por cento.

Apesar dos dados reportarem a 2005, não são esperadas mudanças significativas para 2007, tendo em conta que os maiores gastos domésticos vão para as despesas da «casa, água e energia» com 22 por cento do total da média europeia, cita o Diário de Notícias.

A indústria alimentar na Europa é a que tem mais peso entre as indústrias transformadoras, ultrapassando sectores como o automóvel e o farmacêutico, à semelhança de Portugal, onde o sector alimentar representa 7,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares (FIPA).

Segundo o director-geral da FIPA, Pedro Queiroz, é uma actividade «muito inovadora», existindo actualmente em Portugal um parque de fábricas modernizadas, tendo o mercado «dado um enorme salto qualitativo nos últimos anos».

Exemplo disso são os iogurtes, que há alguns anos apenas havia três tipos e hoje apresenta uma oferta que enche as prateleiras dos supermercados.

Outra característica do sector é o facto de Portugal ser dos 15 países europeus analisados, o que menos exporta, uma situação que Pedro Queiroz justifica com a circunstância de o mercado interno consumir praticamente tudo o que se produz, destacando o director da FIPA como bons exemplos da produção nacional os segmentos dos lacticínios, bebidas, massas, azeite, cafés e arroz.

No entanto, a produção interna não é suficiente para as necessidades, pelo que Portugal tem que recorrer à importação em várias categorias de produtos.

Na UE os maiores produtores alimentares são a França, Alemanha e Itália.

Fonte: Diário de Notícias

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