Portugueses estão a comprar menos comida

Análise realizada pela empresa Netsonda, junto de utlizadores de Net, revela que consumidores de vários escalões de rendimentos estão a reduzir ou a manter os seus gastos com alimentação. A Confederação do Comércio diz que “as pessoas não estão a comprar muito menos mas procuram preços mais baixos”.

Os portugueses já começaram a reduzir gastos com a comida. Esta é uma das conclusões que se pode retirar de um estudo da Netsonda – Networkresearch, empresa de recolha e análise de informação através de plataformas tecnológicas. De acordo com o estudo – que teve por base um inquérito feito junto de 400 consumidores, com idades superiores a 16 anos, tipicamente urbanos e utilizadores de Internet – mais de metade dos inquiridos de quase todos os escalões de rendimentos responderam que diminuíram ou mantiveram os seus gastos com produtos alimentares e bebidas não alcoólicas no último ano.

Isto “traduz uma tendência para a redução do consumo na área alimentar” disse um dos partners da Netsonda, Salvador Gouveia, apesar de o estudo , até pelo perfil dos inquiridos, não pretender representar a opinião de todos os portugueses. A análise abrangeu desde pessoas com rendimentos zero até outros com mais de 250 mil euros.

Mesmo assim o comércio de produtos alimentares sofrerá menor quebra de vendas do que os restantes”, defende o vice-presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes. “As pessoas não estão a comprar muito menos produtos alimentares estão é a escolher os de preços mais baixos”, sublinha.

Assim, se a quebra de vendas no comércio em geral no final deste ano deverá situar-se entre 5% e 10% , na alimentação será menor estima a CCP. “Quanto mais durável é o bem maior é quebra das suas vendas”, refere João Vieira Lopes. Por isso, o comércio de têxteis e calçado, automóvel, equipamentos e acessórios para o lar ressentir-se-á muito mais .

Apesar disto, a baixa das taxas de juro, que tem como consequência a redução da prestação da casa, poderá dar já um novo alento no Natal, admite o vice-presidente da CCP. “As vendas têm muito a ver com o rendimento disponível. ” se houver estabilização das taxas de juro as reduções de vendas poderão ser menos acentuadas do que esperávamos”.

Contudo, os efeitos da crise são inevitáveis. Quase 74 por cento dos inquiridos pela Netsonda afirmou que o poder de compra da sua família baixou no último ano e 58 por cento “concorda” ou “tende a concordar” que em igual período passou a ter mais dificuldades em pagar as contas no final do mês. Metade admite que os gastos com bebidas alcoólicas, tabaco e narcóticos, restaurantes e hotéis reduziram no último ano.

Fonte: Anil

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