Os portugueses distinguem bem o champanhe do espumante, com o primeiro a ser sobretudo apreciado pelos consumidores mais velhos, da classe alta/média alta e residente em Lisboa e no Porto, revela um estudo a que a Lusa teve ontem acesso.
De acordo com as conclusões do trabalho – realizado no âmbito de uma campanha de comunicação a desenvolver em Portugal pelo Comité Interprofissionel du vin de Champagne (CIVC) – os inquiridos reconhecem que, para além da diferença de preços, também a composição e o sabor do champanhe e do espumante são “reconhecidamente diferentes”.
“Os consumidores mais velhos são os grandes apreciadores de champanhe e utilizam o critério da qualidade na hora de comprar o produto”, referem os autores do estudo, destacando que “a esmagadora maioria dos portugueses” conhecem a origem do champanhe e classificam-no como uma “bebida de prestígio”.
Segundo se apurou, o champanhe é apreciado e adquirido por um nicho de mercado da classe alta e média alta, sobretudo residente na Grande Lisboa e Grande Porto, com licenciatura, mestrado e/ou doutoramento.
No que diz respeito a hábitos de consumo, 42 por cento dos inquiridos afirmou beber habitualmente champanhe, sobretudo em ocasiões festivas (26 por cento) como aniversários (83 por cento) e passagem de ano (81 por cento).
Entre os consumidores de champanhe, 70 por cento disseram fazê-lo fora das refeições, na maioria das vezes com a família (88 por cento) e/ou amigos (81 por cento).
Em termos de compra, 48 por cento dos inquiridos que consomem champanhe referem ser os responsáveis pela sua compra, destacando-se aqui os homens (60 por cento).
A qualidade é o aspecto mais valorizado (com 46 por cento das respostas) como critério de escolha do champanhe, seguindo-se a marca (reportada por 34 por cento dos inquiridos).
Entre os inquiridos, 92 por cento sabia que o champagne é originário de França e 39 por cento afirmou que este provém da região com o mesmo nome.
Fonte: Confragi
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal