Portugal representa quase 1% da facturação das empresas do sector agro-alimentar de Madrid, perto de 40 milhões de euros anuais. Valores que os empresário espanhóis querem triplicar nos próximos quatro a cinco anos. Para isso, a Asociación Empresarial de Alimentos de la Comunidad Autónoma de Madrid (Aseacam) trouxe ontem ao nosso país 16 empresas madrilenas. O objectivo do evento Madrid em Lisboa, é “fazer com que as vendas venham a representar pelo menos 3% ou 4% da facturação total das empresas” (cerca de 176 milhões de euros), disse ao DN Ricardo Oteros, presidente da Aseacam.
O objectivo das associações que promoveram o encontro, a repetir todos os anos com empresas diferentes, é fomentar um intercâmbio comercial no sector, onde predominam as áreas das conservas, carnes, charcutaria, congelados ou lacticínios. O peso de Portugal nas exportações espanholas é já de 30%, sendo o terceiro destino dos produtos, mas Ricardo Oteros defende que “é possível crescer 10% ao ano em termos de facturação”.
Das 16 empresas contactadas e escolhidas para a primeira edição do Madrid em Lisboa, quatro já estão presentes no País, mas a facturação no território é ainda residual. Ontem, “as empresas dividiram-se entre as 80 reuniões da manhã, mas foi preciso marcar reuniões extra da parte da tarde” com homólogos portugueses, salientou Rita Cupido, uma das gestoras da organização. Das 250 empresas portuguesas contactadas – dentro das áreas da restauração, hotelaria e distribuição -, compareceram cerca de 60. “Vieram as pessoas e as empresas que queríamos, nomeadamente os directores dos principais hotéis e os responsáveis das maiores cadeias de distribuição”, disse a responsável.
“O balanço é muito positivo”, disse José Manuel Reyero, o presidente executivo da PromoMadrid, a associação de capitais públicos que apoiou as empresas espanholas neste evento. O responsável disse ainda que “foram investidos mais de cem mil euros para trazer as empresas a Portugal e que estas empresas tiveram de passar por seminários de formação sobre a internacionalização”.
No próximo ano, a intenção é repetir os encontros, mas trazer novas empresas”, acrescentou Oteros, e o máximo possível de marcas. Há 1600 empresas neste sector em Madrid, cuja facturação ultrapassa os 4500 milhões de euros anuais e “só as 70 empresas associadas da Aseacam garantem 10% a 15% das vendas”.
Reyero pretende ” trazer empresas de outras áreas, mas não para já. Neste momento, a agro-indústria é o sector que tem mais possibilidade de crescer em Portugal”.
Fonte: Diário de Notícias
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