Portugal cultivou 750 hectares de milho transgénico em 2005, retomando esta produção, no ano em que a superfície mundial de culturas geneticamente modificadas aumentou 11 por cento, para 90 milhões de hectares.
Segundo o relatório anual da organização Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA, nas siglas em inglês) publicado quarta-feira, cerca de 8,5 milhões de agricultores de 21 países utilizam actualmente variedades transgénicas.
Quatro novos países – Portugal, França, República Checa e Irão – e cerca de 250 mil agricultores juntaram-se a este cultivo em 2005, contribuindo para alcançar um “marco histórico”, segundo o presidente do ISAAA, Clive James.
Portugal retomou o cultivo de produtos geneticamente modificados após cinco anos de interrupção, ao destinar 750 hectares para o cultivo de milho transgénico, da superfície total da produção deste cereal no país (cerca de 135 mil hectares).
“O número cada vez maior de países onde são cultivados [os produtos geneticamente modificados] testemunha as suas vantagens económicas, ambientais e sociais substanciais”, afirmou Clive James.
O Brasil foi o país que registou o maior aumento no cultivo de produtos transgénicos (mais 4,4 milhões de hectares), seguido pelos Estados Unidos da América (2,2), Argentina (0,9) e Índia (0,8).
A soja resistente aos herbicidas continua a ocupar a maioria (60 por cento) das superfícies plantadas de produtos alterados, seguida pelo milho (24) e pelo algodão (11).
O cultivo de produtos geneticamente modificados iniciou-se em 1996 em seis países, ocupando na época 1,7 milhões de hectares.
Fonte: Lusa
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