PITTAS: Queijos de Chipre com Sucesso no Exterior

Líder de mercado no fabrico de queijos, a fábrica Pittas é um exemplo de sucesso na economia de Chipre. A empresa tem quase 70 anos, nunca saiu das mãos da família Pittas e é responsável pela introdução das técnicas mais modernas de produção de lacticínios no país. A imagem de marca da empresa é o Halloumi, um queijo tradicional cipriota com denominação de origem. Athos Pittas, um dos responsáveis da empresa, garante que este “é o único queijo do mundo que pode ser frito ou grelhado e não derrete”.

As características do Halloumi são conhecidas há muitos séculos no Médio Oriente. Em 1939, a família Pittas decidiu transformar a tradição em negócio. A empresa, nas traseiras da casa da família, começou por empregar apenas irmãos, tios e sobrinhos. Em menos de uma década foi preciso construir uma fábrica para responder a todas as encomendas.

Hoje a empresa é dirigida pelos filhos dos fundadores. Tem mais de 200 empregados distribuídos por duas unidades de produção. Além dos queijos, fabrica iogurtes para todo o Chipre e para mais 25 países. Athos Pittas acredita que os bons resultados se devem à qualidade dos produtos que coloca no mercado, sem nunca esquecer que é preciso inovar. Com o pai e o tio aprendou a receita para o sucesso.

Tem no escritório um dos maiores tesouros que possui: o microscópio do pai, o primeiro comprado em Chipre. Foi com a ajuda deste microscópio que os fundadores da fábrica modernizaram a forma de produzir o queijo introduziram a pasteurização no país. Para o responsável da empresa, este microscópio simboliza “o respeito pelos consumidores”, refere a notícia do Expresso.

Os prémios expostos na parede do escritório são uma prova de reconhecimento. Para os irmãos Pittas, a maior demonstração da fidelidade dos consumidores foi dada em 1999. A produção mudou-se para uma nova fábrica nos arredores de Nicósia, a capital do Chipre. Quatro meses depois, um incêndio destruiu a nova unidade. A produção foi interrompida. Os queijos dos irmãos Pittas estiveram seis meses fora das prateleiras dos supermercados.

Quando as obras de renovação do antigo edifício ficaram prontas, a resposta dos consumidores surpreendeu o director da fábrica: “um mês depois de retomarmos a produção, já éramos lideres de mercado e estávamos a vender mais 15 por cento do que vendíamos antes do incêndio”.

Fonte: Anil

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