Pescas: PCP quer que Governo explique “excesso de zelo” na fiscalização

O PCP quer que o Governo informe sobre a actividade da Armada na zona marítima do porto de Leixões, na sequência das queixas dos pescadores nortenhos sobre o “especial rigor” da fiscalização às embarcações de pesca.

O deputado Honório Novo (PCP) enviou hoje ao presidente da Assembleia da República (AR) um requerimento em que questiona o Ministério da Defesa sobre as razões que determinaram a especial incidência da fiscalização à pesca na zona.

No requerimento o deputado comunista quer também que o Ministério informe quantos autos de fiscalização foram levantados pela Armada na zona nos últimos três meses (Maio a Julho) e no trimestre anterior (Fevereiro a Abril).

O requerimento ocorre no mesmo dia em que pescadores nortenhos se concentraram entrada da Docapesca, em Matosinhos, a bloquear a entrada e saída de qualquer camião com pescado, em protesto contra a alegada perseguição por parte da Armada.

António Macedo, do Sindicato das Pescas do Norte, disse à Lusa que os pescadores sentem-se perseguidos pela Marinha desde há cerca de dois meses para cá.

“Esta perseguição de que dizem ser vítimas começou há cerca de dois meses, quando apareceu uma fragata da Marinha na zona e, talvez por excesso de zelo, não os deixa sair da lota alegando incumprimento da legislação”, por possuírem a bordo redes ilegais, esclareceu.

O sindicalista acrescentou que em causa está também a falta de ajuda para suportar o elevado preço do gasóleo, bem como o preço do pescado em lota.

O comandante da Zona Marítima do Norte, Vargas de Matos, rejeitou, em declarações à Lusa, as acusações de “perseguição” aos pescadores nortenhos, afirmando que “a Marinha apenas está a actuar dentro da legalidade, não existindo qualquer espírito de perseguição.

Fonte: Agroportal

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