O secretário do Estado das Pescas defende que a Docapesca tem de inverter os prejuízos, que têm sido consecutivos nos últimos anos, e aguarda as conclusões de um estudo durante o mês de Agosto.
Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto da Agricultura e Pescas, Luís Vieira, avançou que em 2006 a Docapesca apresentou prejuízos de 2,7 milhões de euros, contra 1,9 milhões um ano antes e 1,8 milhões de 2004.
O Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, liderado por Jaime Silva, encomendou um estudo para traçar possíveis estratégias que resolvam a situação da Docapesca.
O estudo tem também como objectivo, disse o governante, encontrar formas de “trazer mais retorno ao pescador e reduzir o circuito de distribuição”.
Luís Vieira espera que o estudo esteja pronto durante o mês de Agosto, servindo de base para futuras decisões acerca da primeira venda de pescado e da Docapesca.
Sobre as razões que levaram a Docapesca a registar sucessivos resultados negativos, Luís Vieira não especificou situações, mas deu como exemplo a não actualização das taxas pagas pelos compradores na primeira venda, obrigatoriamente efectuada em lota.
“Não podemos continuar com uma empresa a dar resultados negativos” pois está a afectar o seu capital próprio e arrisca a “chegar à falência”, alertou o secretário de Estado.
“Tem de ser encontrada uma solução”, afirmou o responsável, avançando que, a manter-se a actual estrutura pode ser inevitável “mexer nas taxas pagas pelos compradores [de peixe em lota] para aumentar as receitas da empresa”.
Por outro lado, para tentar equilibrar as contas da Docapesca, Luís Vieira deu como exemplo a entrada ou reforço em outras áreas de negócio, como alguns presidentes da empresa nos últimos anos já começaram a tentar fazer.
Em algumas lotas do país já existem, por exemplo, fábricas de gelo, vendido aos intermediários que compram o peixe para o conservarem, e alguns espaços de comércio de aprestos utilizados na actividade da pesca.
A Docapesca é uma empresa cujo capital é totalmente detido pelo Estado e tem várias lotas ao longo de toda a costa, instalações onde é realizada a primeira venda de pescado através de leilão electrónico.
Nas lotas também são também disponibilizadas, além do gelo para os compradores conservarem o peixe, caixas com características específicas para os pescadores trazerem o peixe até ao local de venda.
É também tarefa da Docapesca a “cobrança” das contribuições dos pescadores para a segurança social, consoante o valor que vendem.
Fonte: Agroportal
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