Pescas desesperam por apoios ao combustível

O pedido de apoio para minimizar o custo dos combustíveis foi uma das reivindicações proferidas com mais insistência durante o seminário europeu “Pesca, que futuro?”, que decorreu nos dois últimos dias na Câmara Municipal de Matosinhos, promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte e pela Federação dos Sindicatos do Sector da Pesca. Um apelo tão veemente às ajudas ao combustível decorre, nomeadamente, de o cálculo do salário dos pescadores ser feito depois de descontado o custo com gasóleo e gasolina, explicou Frederico Pereira, coordenador da Federação. “Apoiar os pescadores nos custos com o combustível é oportuno e extremamente justo”, acrescentou Narciso Miranda, presidente da autarquia.

Para o sector ter futuro, os pescadores consideram imperioso haver apoios à modernização da frota, para serem melhoradas as condições de produção da pesca – incluindo as de segurança para os trabalhadores – e, assim, garantir um melhor fornecimento do mercado.

Rever as condições de comercialização e de formação do preço do pescado é outra das mais sérias reivindicações, para evitar perdas sucessivas de rendimento. Pedem, inclusive, a criação de um salário mínimo garantido, também para evitar a fuga de pescadores para a emigração ou para outras actividades. Encaram a pesca artesanal como uma das áreas prioritárias, e querem ver criado um programa específico de apoio.

Narciso recomendou ainda ao Governo que “corrija os erros do passado” e que olhe para o sector com “coragem, determinação e sem complexos”. Ou como referiu António Macedo, coordenador do sindicato nortenho, “a importância da pesca ultrapassa o seu valor (em PIB)”, desde logo pelo peso que representa na alimentação dos portugueses.

Fonte: JN

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