Pescado rende mais

Mais peixe e mais caro. Esta é a conclusão que se pode extrair dos dados respeitantes às oito lotas algarvias, no período de Janeiro a Novembro. Mas os pescadores afirmam que os seus rendimentos não melhoraram devido ao aumento dos custos, nomeadamente os relacionados com o combustível.

Segundo a Docapesca, nos 11 primeiros meses de 2008 foram transaccionadas na região 24,3 mil toneladas de pescado, o que representa um crescimento de 9,6% em relação a idêntico período do ano anterior. A lota de Olhão registou o maior volume de vendas (10,4 mil toneladas), seguida pela da de Portimão (7,1 mil toneladas).

A venda em lota gerou 56,7 milhões de euros, uma verba 14,8% superior à de 2007. Para isso, contribuiu, além do aumento de capturas, a subida em 6,6% do preço médio por quilo do peixe. A lota que facturou mais foi a de Vila Real de Stº António – porto que se caracteriza pela captura de crustáceos –, com 14,7 milhões de euros.

Carlos Silva, da Associação de Armadores da Pesca Artesanal do Barlavento, explica que a subida do preço médio do peixe tem a ver com o valor comercial das espécies capturadas. “Este ano houve, por exemplo, menos carapau e mais polvo”, adiantou o dirigente

Segundo ele, “este até podia ter sido um ano razoável para os pescadores, se não fosse o disparar do preço dos combustíveis”. O CM apurou junto de uma outra associação da região, a Quarpesca, que às 00h00 de hoje se registou um aumento de cinco cêntimos no gasóleo de pesca, que passou a custar 48 cêntimos por litro.

Fonte: Correio da Manhã

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