Quase 200 quilos de enguia bebé capturada ilegalmente foram apreendidos pela Polícia Marítima no último trimestre do ano passado, uma quantidade que renderia no mercado cerca de 60 mil euros, segundo a Marinha.
A apreensão resultou de 34 operações de repressão à pesca ilegal do meixão (enguia em estado larvar) realizadas pela Autoridade Marítima ao longo da costa portuguesa.
A Marinha, em comunicado hoje divulgado, refere que naquelas operações foram apreendidas 212 artes de pesca (telas, capinetes ou rapetas) e 195,7 quilos de meixão.
“As espécies apreendidas durante estas operações foram, de imediato, de volvidas ao mar”, adianta, acrescentando que, caso não fosse reprimido este tipo de pesca, as espécies entrariam num mercado ilegal, podendo atingir valores exorbitantes.
A Marinha acrescenta que o tipo de rede utilizada era de uma malhagem tão pequena que, conjuntamente com a apanha do meixão, eram capturadas outras espécies muito juvenis cujo desenvolvimento se efectua no abrigo proporcionado pelo s estuários dos rios.
“A prática desta pesca é criminosamente depredadora e contribui significativamente para a delapidação dos recursos piscícolas”, acrescenta.
A repressão a esta pesca ilegal tem como intuito proteger as espécies e permitir o desenvolvimento normal das actividades de pesca.
A apanha da enguia é prática comum nos estuários portugueses e é uma actividade muito lucrativa.
Um quilo do chamado “caviar português”, como é conhecida a angula, pode render 300 euros, enquanto as coimas de contra-ordenação não vão além dos 800 euros.
Cada uma das dezenas de redes existentes no Tejo apanha cerca de meio quilo de meixão, que pode render 150 euros.
Geralmente, os traficantes de angula não são pescadores, mas sim pessoas contratadas sobretudo por espanhóis e italianos interessados em vender este petisco, apreciado sobretudo em Espanha.
Um dos principais problemas desta apanha ilegal é a eliminação de espécies em grande escala, porque as redes de captura quer são usadas apanham todos os tipos de peixe pequeno.
Fonte: Agroportal
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