Responsáveis políticos, altos funcionários e peritos europeus estão reunidos desde ontem e até ao próximo dia 6 de Abril, em Viena, para discutirem as políticas futuras relativas à coexistência das culturas geneticamente alteradas, convencionais e biológicas.
Esta conferência insere-se no âmbito de uma concertação da Comissão com as diversas partes interessadas na elaboração de estratégias eficazes e rentáveis, por forma a assegurar a coexistência destas diferentes culturas. A mesma dá seguimento à adopção, no passado dia 9 de Março, de um relatório relativo aos progressos realizados pelos estados-membros na aplicação das suas respectivas legislações. Recorde-se que este documento concluía que, actualmente, não é conveniente prever uma legislação comunitária na matéria, já que a União Europeia não tem experiência no domínio das culturas geneticamente modificadas.
Para Fischer Boel, a comissária europeia da Agricultura, «esta conferência constitui uma etapa essencial no processo de consulta. Reunimos os peritos de primeiro plano cujos conhecimentos cobrem todos os aspectos da coexistência entre os três tipos de culturas em causa. É necessário, absolutamente, que estratégias eficazes e rentáveis permitam aos agricultores e aos consumidores escolher livremente entre os diferentes produtos, independentemente do tipo de cultura que são procedentes. Não se trata de uma questão de saúde ou de protecção do ambiente, porque os transgénicos são admitidos no mercado comunitário, apenas trata-se de provar a sua total inocuidade».
Fonte: CE e Confragi
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