Patos mortos no delta do Danúbio

As autoridades romenas entraram em estado de alerta anteontem, depois de terem sido detectados os três primeiros casos de gripes das aves em patos selvagens, no delta do Danúbio, que é uma das maiores reservas ornitológicas da Europa. Na Turquia foram divulgados também os primeiros casos da doença que é apontada como a causa da morte de cerca de 2000 perus, numa exploração do Noroeste do país.

Mais de duas centenas de aves de criação foram abatidas de anteontem para ontem pelas autoridades sanitárias romenas por suspeita de terem contraído a doença, mas habitantes de aldeias do delta do Danúbio disseram a várias cadeias de televisão que viram morrer centenas de aves durante a semana que está a acabar. O prefeito do Departamento do Sudeste, Chirica Lefter já disse que ” a localidade de Cermulia de Jos, onde os três patos foram encontrados, foi fechada à circulação, os habitantes vacinados e os solos descontaminados”. As explorações das aldeias vizinhas foram igualmente fechadas.

O ministro da Agricultura, Gheorge Flutur está convencido de que “o vírus terá sido provavelmente levado para a Roménia por aves migratórias provenientes da Rússia”, onde vários casos de gripe das aves têm sido registados. O Governo romeno já reforçou o controlo na fronteira com a Moldávia e vai adquirir um milhão de doses de um medicamento anti-viral

A doença, provocada pela estirpe H5N1 do vírus Influenza, tem afectado sobretudo uma dezena de países do sudeste asiático, onde já infectou 112 pessoas, das quais cerca de 60 morreram, segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS). O seu alastramento a países da ex-União Soviética e agora à Roménia vem reforçar as preocupações, agravadas pelo facto de também na Turquia, ontem, ter sido divulgada a morte de cerca de dois mil perus, supostamente causada pela gripe das aves. Também neste caso a explicação avançada pelas autoridades é o contágio por aves migratórias, apesar de ter sido dada a garantia de que se trata de um caso isolado pelo governador da.

Portugal tem também já no terreno um dispositivivo de controlo das aves migratórias, seguindo determinações emitidas pela União Europeia a 25 de Agosto.

* com agências

Fonte: JN

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