A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu em, cinco dias, cerca de 60 mil unidades de pasta dentífrica, na sequência de um alerta da Comissão Europeia.
A Comissão Europeia activou sexta-feira o sistema comunitário de alerta de risco por causa de uma pasta dentífrica importada da China e da África do Sul, alegadamente contaminada com uma substância tóxica e cuja presença foi detectada em Espanha.
O ministério espanhol de Consumo alertou quinta-feira para o aparecimento no mercado de pastas de dentes Colgate falsificadas que poderão conter dietilenglicol, uma substância ilegal e tóxica quando ingerida em doses elevadas.
Depois de receber informações sobre o caso das autoridades espanholas, a Comissão Europeia activou o Sistema Alerta Rápido Europeu para Produtos não Alimentares (Rapex), para que a informação fosse difundida às autoridades nacionais de vigilância dos restantes países da União Europeia.
Na sequência deste alerta, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) tem vindo a desenvolver várias acções de fiscalização em espaços comerciais que levaram à apreensão de 60 mil unidades de pasta dentífrica, 40 mil das quais com a designação da marca Colgate.
Segundo o porta-voz da ASAE, Manuel Lage, as restantes unidades apreendidas são de outra marca não referida no Rapex mas que os inspectores detectaram a falta de rotulagem em português, que se apresentavam sem rotulagem em português.
Das 60 mil unidades, cinco mil foram apreendidas no fim-de-semana, 34 mil foram apreendidas ao fim da tarde de terça-feira e 18.500 durante a manhã de hoje.
Por sua vez, na segunda-feira, a PSP da Amadora apreendeu cerca de 12.000 embalagens de pasta dentífrica supostamente falsificadas das marcas Colgate e Aquafresh em dois armazéns de Alfragide e um terceiro nos Moinhos da Funcheira, Amadora.
Em declarações à Lusa, Manuel Lage adiantou que esta operação a decorrer em todo o país vai continuar.
A Colgate esclareceu no fim-de-semana que não importa dentífricos para o mercado português provenientes da África do Sul e que está a colaborar com as autoridades para identificar os produtos falsificados que poderão conter uma substância tóxica.
Em comunicado, a Colgate-Palmolive, esclarece ainda os consumidores, alertando que nos seus produtos genuínos o texto na embalagem exterior e no tubo está pelo menos em português, com indicação do nome e morada da sua sede em Portugal.
Fonte da empresa acrescentou em declarações à Agência Lusa que a pasta comercializada no mercado europeu é fabricada na Itália, Brasil ou nos Estados Unidos.
Entretanto, na terça-feira, outra empresa de distribuição em Portugal de pasta dentífrica da marca Colgate esclareceu que os produtos que comercializa provêm da África do Sul, mas são genuínos e estão legalmente registados.
Segundo um responsável da empresa distribuidora Eyeshop, os produtos que comercializa são importados através de uma empresa irlandesa – responsável pela sua comercialização na Europa -, que por sua vez os importa da fábrica congénere da Colgate internacional, instalada na África do Sul.
Fonte: Diário Digital
Segurança Alimentar Desde 2004 a tratar da Segurança Alimentar em Portugal