É o primeiro caso confirmado na União Europeia o papagaio importado do Suriname em Setembro e que morreu na semana passada durante a quarentena em Londres estava infectado com o subtipo altamente patogénico da gripe das aves que já matou 60 pessoas na Ásia.
A presença de H5N1 foi ontem à noite confirmada pelo laboratório veterinário central de Weybridge, um dos centros de referência mundial. Mas o facto de a ave estar em quarentena (procedimento obrigatório segundo regras comunitárias) faz com que o estatuto de país livre da forma virulenta da gripe das aves se mantenha para a Grã-Bretanha. O papagaio estava com aves vindas de Taiwan, entretanto e sujeitas a testes. Dada a garantia de que o animal saíra da América do Sul livre de vírus, esta coabitação é vista como possível fonte de contaminação.
A descoberta do caso levara o governo britânico a apelar sábado (ainda o H5N1 era apenas uma suspeita) ao embargo europeu às importações de aves exóticas de todo o Mundo. A Comissão Europeia, que tem defendido que uma proibição incentivaria o comércio ilegal fora de qualquer controlo sanitário, deverá decidir até amanhã se acede ao pedido de Londres. Uma decisão que terá muito por base as conclusões do encontro de ministros da Agricultura da UE que decorre hoje e amanhã no Luxemburgo.
A estirpe de H5N1 identificada no papagaio é muito próxima de uma identificada este ano em patos chineses. Mas não se assemelha muito às estirpes isoladas na Turquia e na Roménia, analisadas pelo mesmo laboratório.
Fonte: JN
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