O Pai Natal precisa de perder peso, reduzir o seu consumo de bolos e bebidas alcoólicas e trocar o seu trenó puxado por renas por uma bicicleta para tornar-se um exemplo mais saudável para as crianças, segundo um estudo de saúde pública australiano.
O médico Nathan Grills, da universidade australiana Monash, acredita que a imagem actual do pai Natal promove a obesidade, a condução de veículos sob efeito de álcool e em alta velocidade e, de modo geral, um estilo de vida pouco saudável, e que seria melhor se fosse retratado sem a barriga grande que é sua marca registada.
A sua pesquisa sobre o Pai natal, que o médico disse ter sido feita em grande medida a título de brincadeira, mas com a intenção de consciencializar o público sobre a saúde, foi publicado na edição de Natal do British Medical Journal sob o título «Pai Natal: Pária da Saúde Pública?».
«Uma figura que é tão conhecida em todo o mundo quanto a do Pai Natal tem o potencial de influenciar pessoas, especialmente crianças, e transmitir a mensagem de que não faz mal beber e ser obeso», disse Grills.
«É um risco muito pequeno, mas que atinge uma faixa muito grande de pessoas.»
Grills argumenta que o Pai Natal só precisa de afectar a saúde em 0,1% para prejudicar milhões de vidas, já que a figura imaginária, de estilo paterno, é a única personagem fictícia mais conhecido pelas crianças norte-americanas que a de Ronald McDonald.
Grills também constatou que o Pai Natal vende, e às vezes vende produtos prejudiciais.
«O aspecto publicitário do Pai Natal é muito grande. A ideia original de São Nicolau diz respeito à doação e à generosidade, e não ao Pai Natal ser o executivo chefe de marketing da Coca-Cola», explicou o médico.
Na sua pesquisa, Grills diz que é possível que o Pai Natal também promova a condução de veículos sob efeito de álcool, aludindo à tradição de se deixar um cálice de conhaque para lhe desejar uma boa viagem. «Com alguns bilhões de casas a visitar, o Pai Natal em pouquíssimo tempo terá bebido além da conta», disse ele.
O estudo também afirma que o Pai Natal tem potencial real de disseminar doenças infecto-contagiosas, já que, se ele tossir ou espirrar, todas as crianças que se sentam no seu colo podem acabar por ganhar não apenas o seu presente de Natal, mas também uma gripe.
Grills disse que são necessárias mais pesquisas para que o Pai Natal seja pronunciado uma ameaça pública real, mas que, enquanto isso, ajudaria se comesse comida de rena e caminhasse, em vez de andar de trenó.
Fonte: Diário Digital
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