OMS: Países devem preparar-se para enfrentar pandemia de gripe

Um responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS), Klaus Stohr, repetiu hoje a necessidade de os países se prepararem para enfrentar uma pandemia de gripe, que não se sabe quando vai acontecer nem que severidade assumirá.

«Uma nova pandemia pode acontecer no próximo mês, no próximo ano, daqui a dez anos. Não sabemos se será devido ao vírus H5N1 (um dos subtipos responsáveis pela gripe das aves), mas assistimos a uma epidemia aviária sem precedentes disseminada por uma grande área geográfica», salientou durante o I Congresso Nacional de Virologia, que começou hoje em Coimbra.

Na perspectiva do director do Programa Global contra a Gripe da OMS, «o mundo tem de estar preparado» para uma pandemia e uma das prioridades dos governos deve ser a elaboração de planos para enfrentar a situação.

Segundo Klaus Stohr, outra das prioridades é o controlo da gripe aviária que, nos últimos dois anos, assumiu na Ásia contornos com «grande potencial pandémico», quer devido à área abrangida quer ao carácter altamente patogénico do vírus.

Ao apresentar o plano pandémico português, Graça Freitas, da Direcção-Geral de Saúde, sublinhou que, nesta fase, «são mais as incógnitas do que as certezas».

«Estamos no nível de risco mais elevado desde 1968, mas não sabemos quando ocorrerá, com que vírus, com que rapidez de propagação, quais os grupos de risco, qual o padrão e a mortalidade», observou.

«Se houver uma intervenção muito rápida, a pandemia poderá ser muito controlada», sublinhou.

«Estamos [Portugal] no nível mais baixo de risco. A pandemia de gripe não deve ser precedida por pandemias mediáticas ou de pânico», preconizou ainda ao concluir a sua intervenção.

Nesta mesa-redonda sobre «Pandemias de Gripe» foi também oradora Maria Zambon, da Health Protection Agency, em Londres, que abordou a questão do desenvolvimento de vacinas anti-influenza.

Organizado pela Sociedade Portuguesa de Virologia, o congresso decorre até terça-feira no auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

«Vírus e viagens» e «Hepatites e infecção HIV-1» são os temas a debater no segundo dia dos trabalhos.

Fonte: Diário Digital

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