OMS defende dedução fiscal para alimentos saudáveis

Os portugueses estão mais gordos, segundo o último ‘Inquérito Nacional da Saúde’ relativo a 2005/2006. “Dos 55 aos 64 anos a obesidade aumentou 31 por cento nos homens e 16 por cento nas mulheres. Também entre os 18 e os 24 anos aumentou 34 por cento nos homens e 25 por cento nas mulheres”, disse o ministro da Saúde, Correia de Campos, no âmbito da apresentação do Movimento Energia Positiva.

Este Movimento é uma iniciativa apadrinhada pela Galp Energia, que se junta à Plataforma Nacional contra a Obesidade. Na ocasião, o responsável europeu pela área da Nutrição na Organização Mundial da Saúde (OMS), Francesco Branca, disse que o combate é difícil. “Só poderemos ter resultados quando o meio envolvente colaborar connosco”, disse o médico, referindo-se à publicidade e ao marketing de alimentos pouco recomendáveis.

“A Europa e os governos de cada país têm de melhorar a qualidade da comida nos hipermercados, restaurantes e cantinas. A alimentação básica deveria ter um baixo custo para que todos tenham acesso”, acrescentou. Francesco Branca sugeriu ainda que os gastos das famílias com alimentação saudável sejam deduzidos nos impostos: “Seria um incentivo”.

Entretanto, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o director-geral da Saúde, Francisco George, o ministro da Saúde, Correia de Campos, e o presidente da Galp Energia, Murteira Nabo, apresentaram ontem ideias para motivar crianças, desde o jardim-de-infância, e jovens a comer equilibradamente. No primeiro trimestre de 2008 em Portugal serão levadas a cabo campanhas contra a obesidade, flagelo que o Governo quer reduzir nos adultos até 2015 e ver estabilizado entre as crianças.

Fonte: Anil

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