O representante norte-americano para o Comércio, Rob Portman, considerou hoje que os esforços pedidos à União Europeia (UE) na redução das ajudas aos agricultores são “mínimos” em relação ao que os Estados Unidos se propõem fazer.
Portman propôs segunda-feira reduzir em 60 por cento as ajudas aos agricultores americanos que falseiam as trocas mundiais, pedindo em contrapartida uma diminuição de mais de 80 por cento dos orçamentos correspondentes na União Europeia e no Japão.
O objectivo dos Estados Unidos é obter dos países desenvolvidos, a começar pela UE, esforços suplementares como uma descida dos direitos alfandegários sobre os produtos agrícolas.
“Com a reforma da política agrícola comum (PAC) que [os Estados-membros da União Europeia] iniciaram, podem provavelmente aproximar-se desse objectivo sem fazer absolutamente nada”, sustentou o responsável norte-americano.
Portman está em Genebra para encontros com os seus homólogos europeu, brasileiro e indiano no quadro das negociações sobre a liberalização do comércio internacional.
Rob Portman explicou que a sua proposta incide sobre os tectos orçamentais autorizados pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e não sobre os pagamentos reais, que são largamente inferiores.
Na campanha 2001/02 (últimos números disponíveis), a UE gastou assim 43,65 mil milhões de euros de ajudas aos agricultores, quando o tecto autorizado era de 67 mil milhões de euros.
“Poderiam fazer apenas reduções mínimas em termos reais. O que pedimos à UE relativamente a apoios internos é muito pouco em relação ao que estamos prontos a fazer”, sublinhou.
Em compensação, “teremos de fazer muitos” esforços para reduzir em 60 por cento” as ajudas aos agricultores, considerou Portman, estimando que essa redução dos apoios reduziria o orçamento norte-americano para ajudas de 14 para 7,6 mil milhões de dólares, sendo que o tecto autorizado pela OMC é de 19 mil milhões.
Fonte: Agroportal
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