OGM provocam subida de preços dos cereais na UE

A actual situação dos preços altos dos cereais em todo o mundo, em particular na União Europeia (UE), chama a atenção para a diferença de cotações entre o milho norte americano e o Europeu.

Em causa está a impossibilidade da UE importar facilmente milho norte americano por questões relacionadas com organismos geneticamente modificados (OGM), passando pela possibilidade de nesta campanha ter sérias dificuldades com o milho argentino, o que limita a sua capacidade importadora.

O problema não é a presença de OGM mas sim o tipo de organismos não autorizados pela UE, que importa e consome normalmente soja e milho transgénico, no entanto manteve durante vários anos medidas de restrição na aprovação de novos OGM.

Esta moratória já terminou mas a sua praticabilidade tem sido lenta por motivos burocráticos levada a cabo pela falta de decisão de alguns Estados-membros e também motivada por assuntos políticos.

O resultado dá um avanço aos Estados Unidos, o principal produtor e exportador de milho do mundo, que detém uma produção superior de variantes de OGM em relação à UE, obrigada a importar exclusivamente do Brasil, que garante organismos autorizados pela mesma, adianta o Agrodigital.

No entanto, a produção brasileira não responde às necessidades europeia, vendo-se obrigada a pagar preços muito superiores aos do mercado internacional. A administração de Espanha, incluída nos maiores produtores de transgénicos da Europa, declarou que vai tomar medidas para facilitar as importações de cereais de modo a travar a subida de preços.

Fonte: Agrodigital e Confragi

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