A Plataforma Transgénicos fora do Prato defendeu ontem que a importação de cereais geneticamente modificados, solicitada pelo maior produtor nacional de rações animais, não resolve o problema da ruptura de stocks que se regista em todo o mundo.
“Reconheço que existem problemas ao nível mundial com a subida de preço dos cereais e que começa a haver competição entre encher o prato ou o depósito [com biocombustíveis produzidos com base em cereais]. Mas esses problemas de fornecimento também existem nos países onde são autorizados todos os OGM (organismos geneticamente modificados)”, afirmou à agência Lusa Margarida Silva, daquela plataforma constituída por várias associações ambientalistas.
Ontem, o grupo Valouro, líder nacional na produção de rações, alertou para a eventual ruptura no fabrico dos seus produtos caso a União Europeia não aprove a importação de cereais feitos com as novas variedades de OGM.
“O problema da ruptura dos stocks tem a ver com o desvio dos cereais para os biocombustíveis, nada tem a ver com os OGM. A autorização de novas variedades de OGM em nada resolve o problema”, adiantou Margarida Silva.
Em Portugal, e na Europa, é proibida a adição de determinados OGM nos alimentos dos animais mas, no entanto, é autorizada a importação de carne de países onde esses mesmos OGM são introduzidos nos alimentso dos animais.
“Claro que isso é um paradoxo, mas a solução passa por proibir a entrada desses animais que não nos dão garantias de segurança”, defendeu Margarida Martins.
Fonte: Agroportal
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