A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) publicou um estudo no qual destaca que os subsídios agrícolas concedidos por países em desenvolvimento têm vindo a aumentar.
A organização denotou, de facto, que a «pressão proteccionista» em países emergentes está a crescer, embora continue muito inferior à exercida por países ricos. No Brasil, por exemplo, os subsídios aos produtores agrícolas passaram de quatro por cento, em 2004, para seis por cento, em 2005.
«Esse aumento do apoio aos produtores contrasta com o leve declínio registado na área da OCDE como um todo», lê-se em relatório da organização. «Quando o mercado recuperar, este tipo de política de garantia de preços tende a perder força num país competitivo como o Brasil. Ou seja, é uma mudança na tendência que tende a ser passageira», disse o analista Jonatahan Brooks.
De acordo com a BBC, apesar do aumento nos subsídios agrícolas, o Brasil continua a ser um dos países que menos apoios concede. Em 2003-2005, essas verbas representaram apenas cinco por cento do valor bruto das receitas agrícolas, o que se situa muito abaixo da média de 30 por cento dos membros da OCDE.
Na realidade, os números brasileiros estão à frente apenas da Ucrânia, cujos subsídios agrícolas foram apenas de três por cento. Estes dois países, a Bulgária, a China, a Índia, a Roménia, a Rússia e a África do Sul apresentam todos níveis de subsídios muito inferiores aos dos países da OCDE, mesmo com aumentos constantes desde meados da década de 1990.
Fonte: BBC e Confragi
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