A Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos, conduziu um estudo científico sobre as doses de alimentos consideradas “normais” pelos consumidores, tendo concluído que estas aumentaram substancialmente nos últimos 20 anos.
O trabalho científico, que é da responsabilidade de duas investigadoras, mostrou que este fenómeno de percepção distorcida das doses alimentares pode estar a contribuir significativamente para o aumento de obesos na população norte-americana. Trata-se do fenómeno portion distortion.
O Jornal de Notícias explica que se «terá gerado nos consumidores uma percepção distorcida, errónea, do que é na realidade a dose adequada de um alimento ou bebida susceptível de ser ingerida durante uma única refeição».
O estudo comparou o que os consumidores consideram que é uma dose “normal”, hoje em dia, com as quantidades que ingeriam normalmente há uns anos atrás; também registaram a diferença entre a percepção actual do que é uma dose típica com a composição das doses do nutrition fact panel, que são informações alimentares impressas nas embalagens dos alimentos.
Em conclusão, mais de metade das doses ingeridas ao pequeno-almoço são 25 por cento superiores às doses de referência e um terço dos almoços e jantares também.
Para a investigadora Jaime Schwartz, «hoje em dia, quando as doses que nos servem num restaurante nos parecem pequenas, sentimo-nos enganados. Mas o que precisamos é de rectificar a nossa percepção do que é uma dose típica e de começar a ouvir os nossos estômagos em vez dos nossos olhos para determinarmos quando é que devemos poisar o garfo».
Fonte: Jornal de Notícias
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