Novos Casos de Gripe das Aves na China depois de Dois Meses sem Ocorrências

As autoridades chinesas anunciaram um novo foco de gripe das aves, com 2.600 aves mortas pelos vírus H5N1 numa quinta da região da Mongólia Interior, no nordeste do país, noticiou hoje a agência oficial chinesa.

O laboratório da gripe das aves da China confirmou a existência de um foco epidémico do vírus H5N1, a estirpe mais perigosa e potencialmente mortífera para os humanos, numa quinta perto da capital da Mongólia Interior, Hohhot, escreveu a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Esta descoberta é a primeira confirmada em dois meses, desde que em Agosto passado as autoridades de saúde descobriram a existência do H5N1 em Lhasa, capital do Tibete, onde 133 aves morreram e 2.475 foram abatidas.

A Xinhua, que não refere quando o foco foi descoberto, ou quando é que as aves foram infectadas, adianta que o ministério da Agricultura do país “enviou de imediato para o local equipas de segurança, desinfecção e quarentena”.

“O foco está de momento controlado e não foram descobertos outros focos”, escreve a Xinhua.

Zhong Nanshan, o médico que em 2003 avisou as autoridades para o perigo de epidemia da pneumonia atípica se espalhar por todo o mundo, alertou em Setembro para a possibilidade da gripe das aves se tornar numa epidemia global.

O médico, director do Instituto de Doenças Respiratórias de Cantão, avisou que as epidemias de gripe acontecem regularmente a cada 20 ou 50 anos.

A Ásia tem estado a lutar contra o vírus H5N1 desde o fim de 2003, com campanhas de vacinação de massa e abates de dezenas de milhares de animais, que causaram efeitos negativos, em especial, na indústria de criação de aves do Vietname e da Tailândia, grandes exportadores.

Fonte: Lusa

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