Novos alimentos são ferramentas para os nutricionistas

Ómega-3 ajuda a manter o coração e o sistema circulatório saudáveis. Pro-activ ajuda a reduzir o colesterol. Bifidus actiregularis para regular o trânsito intestinal. Fibras em garrafas de água. Os novos termos que se estampam em iogurtes, margarinas, óleos e outros alimentos vão entrando no vocabulário e as publicidades não enganam.

A indústria alimentar investiga e consegue acrescentar aos seus produtos substâncias que o organismo não consegue produzir de todo ou então fá-lo, mas em quantidades reduzidas para o que se considera adequado. “Há substâncias que o organismo não consegue produzir e estes novos alimentos vêm, no fundo, ajudar a complementar lacunas que existem na alimentação. Há miúdos, por exemplo, que não gostam de peixe”, comenta Helena Cid, nutricionista e uma das participantes do VI Congresso de Nutrição e Alimentação e II Congresso Luso-Espanhol de Alimentação, Nutrição e Dietética, que contou com a presença de 800 portugueses e 200 espanhóis.

Então para as crianças que não gostam de peixe há possibilidade de suprimir esta falha alimentar através dos ácidos gordos ómega-3 que são colocados, por exemplo, nas margarinas e sem sabor a peixe. A técnica salienta que há estudos que demonstram os benefícios do ómega-3 de origem marinha na prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares, além de reduzir a tensão arterial. “Os novos alimentos são ferramentas de trabalho, produtos com mais alguma coisa que nos ajudam a avaliar, a estudar.”

O nutricionista e professor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação do Porto, Nuno Borges, adianta que o ómega-3, que se encontra em óleos vegetais e gorduras do peixe, “demonstradamente tem acção em numerosas funções do organismo”. Como anti-inflamatório, na redução do risco de arritmias cardíacas e mesmo em termos de obesidade. Os fitoesteróis que podem ser encontrados no leite e nos iogurtes baixam o colesterol. “É quase um medicamento e vale a pena incluir este componente na dieta”, disse. “É um produto de sucesso, bem estabelecido”, reforçou. E os péptidos bioactivos, encontrados em leite fermentado, baixam a pressão arterial. Enquanto as fibras ajudam a manter o peso, a controlar a obesidade. Estas são algumas das substâncias que a indústria alimentar está a introduzir nos alimentos.

“Estes novos alimentos são necessários? Provavelmente sim, em algumas pessoas”, dizem os nutricionistas.

Fonte: Anil

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