Novo Complexo de Fungos Detectado em Bananeiras na Ilha Terceira

Investigadores das universidades dos Açores e de Laguna (Canárias, Espanha) revelaram hoje ter encontrado em bananeiras da ilha Terceira um complexo de fungos, cuja associação é nova para a ciência.

David Horta Lopes, investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Terceira, adiantou à agência Lusa que “o complexo é composto por sete fungos”, que evidenciam sintomas semelhantes aos da doença conhecida por “Sigatoka” provocada pelo fungo “Mycosphaerella”.

Segundo disse, os sintomas na planta são idênticos e era de esperar que aparecesse a “Mycosphaerella”, o que na análise realizada a plantas de nove pomares nunca aconteceu, originando assim mais aprofundadas investigações para perceber a nova realidade.

As próximas investigações vão analisar o papel que cada um dos fungos desempenha no desenvolvimento desta alteração.

Os investigadores sublinham que dois dos sete fungos nunca foram localizados associados em anteriores e vastas análises a pomares de bananeiras nos dois arquipélagos.

Pretendem igualmente apurar se este complexo se desenvolve em pomares dos Açores e Canárias, ou apenas na ilha Terceira (Açores), por ter condições particulares para o seu desenvolvimento.

David Horta Lopes revelou que o complexo de fungos provoca o definhar da planta e dos frutos no seu desenvolvimento, incluindo, no limite, a sua própria morte.

De acordo com o investigador, como ainda não existe tratamento a solução será arrancar as árvores, que venham a ser atingidas para evitar que, com o vento, se propaguem a todo o pomar.

No âmbito das investigações das duas universidades foram produzidos e distribuídos pelos produtores três dezenas de folhas informativas com fotografias e textos explicativos das diversas patologias das plantas, meios de prevenção e tratamento.

Os investigadores David Horta Lopes, Cármen Lorenzo Bethencourt, Carmelo Prendes Ayala e Raimundo Cabrera Perez estão a realizar em Angra do Heroísmo um curso sobre “doenças fúngicas” no âmbito do projecto Interfruta II apoiado pelo programa europeu Interreg-III-B.

Fonte: Lusa

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