A revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences publicou um estudo no qual se afirma que foi identificada uma nova variedade do vírus H5N1, denominado vírus de Fujian, e que parece ter-se tornado na estirpe dominante na Ásia.
A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) já afirmaram que o estudo não constitui surpresa, uma vez que existe um ampla variedade de estirpes da gripe das aves em animais e os vírus, em geral, sofrem mutações em percentagens muito elevadas, de ano para ano.
As duas organizações não deixaram, contudo, de advertir que, com o desenvolvimento contínuo de novos antígenos nos vírus da gripe das aves, é necessário proceder a avaliações periódicas das vacinas que se utilizam para inocular aves de curral.
De acordo com o Diário Digital Agrário, tanto a FAO como a OIE continuam a recomendar a realização de campanhas de vacinação, desde que estas sejam acompanhadas por vigilância e monitorização pós-vacinação. Insistem, também, na necessidade dos agricultores alertarem as autoridades no caso da morte suspeita de aves.
Além da vacinação, as duas organizações recomendam outras medidas de controlo da gripe das aves, como a melhoria da higiene das explorações agrícolas, a correcta gestão do transporte de animais e a inspecção de mercados.
Este tipo de iniciativas beneficiam do apoio da FAO e da OIE em alguns países considerados chave na circulação do vírus da gripe das aves. No entanto, garantem que é necessária mais informação sobre as campanhas de vacinação e apelam à doação de mais fundos para a investigação do H5N1.
Fonte: Confragi
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