Nova técnica de combate permite poupar a água

Uma nova técnica de combate a incêndios, que ontem foi testada no Aeródromo da Lousã, vai permitir poupar água, sem diminuir a eficácia. O novo sistema utiliza uma tecnologia aerodinâmica avançada, que produz água nebulizada em baixa pressão e espuma de ar comprimido. Apesar de “utilizar pequenas quantidades de água”, fá-lo “com grande eficácia, não há desperdício”, garantiu Paulo Moreira, da Tecniquitel, empresa distribuidora do equipamento.

Perante representantes de várias corporações de bombeiros, Philippe Greffe, da empresa alemã (Advance Firefighting Technology GmbH) que desenvolveu o sistema, explicou que a tecnologia permite criar “uma área de superfície de água 50 vezes superior a uma bomba convencional”, resultando num rápido arrefecimento da zona, enquanto a “névoa gerada expande-se 1640 vezes, tornando inerte a atmosfera em torno do fogo”.

Os novos equipamentos, que podem ser montados sobre rodas ou para uso dorsal, “aliam eficiência à mobilidade”, ao permitirem um acesso rápido aos focos de incêndio.

Segundo alguns bombeiros, o equipamento é ideal para uma primeira intervenção e para locais de difícil acesso, destacando também o facto de permitir poupar água. Para Arménio Salgueiro (Bombeiros Sapadores de Coimbra), a eficiência do equipamento deverá ficar demonstrada em incêndios em viaturas, ou nos centros históricos das cidades. Já em fogos florestais só se “for mesmo no início”. Vítor Baptista, da mesma corporação, destacou a “poupança de água” que a nova técnica permite, enquanto Júlio Cardoso, dos Bombeiros de Torres Novas, referiu que com este equipamento “um homem sozinho poderá resolver, por exemplo, um incêndio numa cozinha”. Como principal desvantagem apontam o preço 3750 euros, por unidade.

Fonte: Jornal de Notícias

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